Casa "Dom de Maria"

Papa fala sobre crise do "capitalismo selvagem" durante visita a obra social

O Papa visitou uma das obras de Madre Teresa de Calcutá em Roma

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco visitou, na tarde da última terça-feira, 21, a Casa Dom de Maria – obra social fundada por Madre Teresa de Calcutá e inaugura pelo Beato João Paulo II em 1988. Como “um sincero obrigado”, o Pontífice definiu a visita.

Francisco e irmãs da caridade

O Papa Francisco cumprimentou a cada um dos presentes – os hospedes, as irmãs e convidados. (FOTO: L’Osservatore Romano)

“Vocês são a mão de Deus que sacia a fome de todo ser vivo”, disse o Pontífice em seu discurso, citando o Salmo ao refletir sobre as três palavras que dão o nome ao lugar: casa, dom e Maria.

Esta estrutura é uma casa, disse Francisco, que tem em João Paulo II e em Madre Teresa de Calcutá suas origens, 25 anos atrás. “Casa é um lugar de acolhimento que representa a riqueza humana mais preciosa – um lugar decisivo na vida, onde a vida cresce e pode se desenvolver, um lugar onde cada pessoa aprende a receber e doar amor”.

O Santo Padre ressaltou que, na fronteira entre Vaticano e Itália, esta casa é um forte chamado a todos, à Igreja, à Cidade de Roma, para serem sempre mais família, abertos ao acolhimento, à atenção e à fraternidade.

Sobre a palavra “dom”, Francisco definiu como sendo a identidade da casa, pois, segundo ele,  doa acolhimento, apoio material e espiritual. Para o Papa,  os hóspedes da Dom de Maria, provenientes de todo o mundo, também são um dom para a Casa e para a Igreja.

“Vocês nos dizem que amar a Deus e ao próximo não é algo de abstrato, mas de profundamente concreto. Vocês doam a possibilidade aos que aqui trabalham de servir Jesus em quem está em dificuldade, em quem precisa de ajuda. Todos devemos recuperar o sentido do dom, da gratuidade e da solidariedade. Um capitalismo selvagem ensinou a lógica do lucro a todo custo, do dar para obter, da exploração sem olhar para as pessoas…. e os resultados nós vemos na crise que estamos vivendo. A música desta Casa é o amor”.

Por fim, a última característica, ela se qualifica como um dom “de Maria”. “A Virgem Santa fez de sua existência um incessante e precioso dom a Deus. Maria é um exemplo e um estímulo para aqueles que vivem nesta Casa, e para todos nós, a viver a caridade para com o próximo não como uma espécie de dever social, mas partindo do amor de Deus, da caridade de Deus”.

O encontro realizou-se no pátio situado entre a Casa Dom de Maria, o Prédio do ex-Santo Ofício e o adro da Sala Paulo VI.

O Pontífice foi acolhido com uma guirlanda de flores, segundo o costume indiano, que as Irmãs colocaram em seu pescoço.

Estavam presentes mais de cem pessoas, entre hóspedes e colaboradores. Após o discurso, Francisco saudou os presentes um por um.

As mulheres acolhidas na Casa são cerca de 25, e os homens que ali se alimentam diariamente são cerca de 60.

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