Nova etapa

Papa Francisco retoma tema do último Sínodo sobre a Nova Evangelização

O Espírito Santo é o principal agente da Nova Evangelização, disse o Pontífice

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira, 13, os 25 membros do XIII Conselho Ordinário da Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos, que estão reunidos nesses dias para auxiliar o Pontífice na escolha do tema da próxima Assembleia Geral.

Em seu discurso, o Papa falou do tema da última Assembleia: A nova evangelização para a transmissão da fé. Francisco explicou a estreita relação que existe entre esses dois elementos, já que a transmissão da fé é a finalidade da nova evangelização e de toda a obra evangelizadora da Igreja, que existe para isso.

Ademais, o termo “nova evangelização” evidencia a necessidade de um renovado anúncio do Evangelho nos países de antiga tradição cristã, para reconduzir a um encontro com Cristo que transforme realmente a vida e não seja superficial, marcada pela rotina. Isso acarreta consequências na ação pastoral, que deve rever seus métodos para anunciar a mensagem cristã ao homem moderno.

“Gostaria de encorajar toda a comunidade eclesial a ser evangelizadora, a não ter medo de ‘sair’ de si para anunciar. Certamente, as técnicas são importantes, mas nem mesmo as mais perfeitas poderiam substituir a ação discreta mas eficaz Daquele que é o principal agente da evangelização: o Espírito Santo.”

O Pontífice destacou que é preciso deixar-se guiar por Ele, mesmo que nos leve a caminhos novos, para que o anúncio com a palavra seja sempre acompanhado pela simplicidade de vida, pelo espírito de oração, de caridade por todos, principalmente pelos pobres, pela humildade e desapego de si e pela santidade de vida. “Somente assim o anúncio será fecundo!”

Francisco falou também sobre a estrutura do Sínodo dos Bispos, fruto do Concílio Vaticano II e atualmente guiado pelo Secretário-Geral, Dom Nikola Eterović.

O Papa disse que ele mesmo pôde experimentar os benefícios desta instituição, que está a serviço da missão e da comunhão da Igreja como expressão da colegialidade. “Posso testemunhar com base na minha experiência pessoal, por ter participado de várias Assembleias sinodais. Abertos à graça do Espírito Santo, alma da Igreja, estamos confiantes de que o Sínodo dos Bispos conhecerá ulteriores evoluções para favorecer ainda mais o diálogo e a colaboração entre os Bispos, e entre eles e o Bispo de Roma.

Por fim, o Papa agradece pelas propostas enviadas pelas instituições com as quais a Secretaria-Geral do Sínodo está em contato permanente para definir o próximo tema da Assembleia Geral.

Diálogo: Papa responde questionamentos dos bispos

Após entregar o discurso aos 25 membros do XIII Conselho Ordinário da Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos, parte dos presentes dirigiu-lhe algumas perguntas, às quais o Pontífice respondeu.

Em primeiro lugar, anunciou que concluirá a Carta encíclica iniciada pelo Papa emérito Bento XVI. Francisco explicou que sobre a Exortação pós-sinodal prevê trabalhar retomando todo o Sínodo sobre a nova evangelização realizado em outubro do ano passado, mas “numa moldura mais ampla”, que é a “da evangelização em geral”.

Como referido, o Conselho Ordinário da Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos reunido nestes dias refletiu também sobre temas da próxima Assembleia Geral Ordinária. O Papa Francisco respondeu também sobre temas sugeridos.

Recordou que em 2015 teremos os 50 anos do documento conciliar Gaudium et spes – Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo –, da qual podem ser tomados temas que concernem “às relações Igreja-mundo”, a dignidade humana, a família, a tecnologia…

Em particular, o Santo Padre ressaltou a seriedade dos problemas da família, do fato que hoje muitas pessoas não se casam, convivem, e o matrimônio se torna “provisório”.

Falou também sobre a questão da ecologia, em particular em relação à “ecologia humana”. Em nível antropológico, o Papa Francisco evidenciou o problema da laicidade que se tornou laicismo, sobre a secularização praticamente.

Por fim, fez referência à questão do Sínodo e da sua relação com o ministério petrino, em torno do qual existem muitas expectativas. O Papa concluiu a conversação com um renovado agradecimento e encorajamento ao compromisso a responder aos novos desafios.

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